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6 doenças mais comuns em animais domésticos
Autor: Vinicius Molter

6 doenças mais comuns em animais domésticos

Conhecer os primeiros sintomas das doenças é fundamental para manter a saúde dos animais domésticos e garantir a sua sobrevivência afinal, ter um pet vai muito além do amor pelos animais, como já falamos aqui.

A prevenção e a informação são as melhores ferramentas que temos para cuidar dos nossos animais de estimação. Ao conhecer os sintomas e agir rapidamente, existem maiores chances de melhora e cura.

Pensando nisso, elaboramos este artigo enumerando 6 doenças mais comuns em animais domésticos.

Boa leitura!

1. Alergia alimentar

A alergia alimentar pode ser descrita como uma resposta imunológica exagerada do organismo a determinada substância presente em alimentos. A patologia causa ferimentos na pele, provocados pela unha do próprio animal enquanto se coça e quadros gastrointestinais com risco até de óbito, como por exemplo diarréia e vômito.

As principais causas da alergia alimentar são aditivos, conservantes e outras substâncias químicas usadas em rações industrializadas. No entanto, existem alguns casos em que as proteínas da carne bovina podem disparar as mesmas reações alérgicas.

Os sinais clínicos mais comuns do problema são a coceira, vermelhidão e descamação na pele, com lesões provocadas pelas unhas do animal.

Para prevenir esse tipo de problema a primeira dica é evitar comprar ração de qualidade duvidosa. Elas têm corantes que provocam alergias e além disso prejudicam a absorção dos nutrientes pelo organismo. Outra dica é não dar banhos em excesso, pois retiram a oleosidade natural que protege a pele dos animais. Além disso, outra forma de prevenção é trocar o comedouro de plástico, que também pode desencadear uma alergia, por um comedouro de alumínio. Caso o animal tenha muitas alergias, o ideal é optar por refeições caseiras orientadas por um veterinário de modo a suprir todas as necessidades nutricionais do animal.

2. Depressão

Os trabalhos acadêmicos sobre o que acontece no cérebro dos animais ainda são escassos, no entanto, alguns animais apresentam um distúrbio muito parecido com a depressão dos seres humanos. Embora seja menos comuns em gatos, eles também sofrem com esse tipo de problemas. Os animais com depressão passam a recusar comida e brincadeiras, mudam drasticamente de comportamento e ficam arredios.

Normalmente, a causa para a depressão são grandes mudanças, separações e solidão. Os sintomas apresentados são a angústia nos cães, que é sinalizada pela mania de se lamberem freneticamente. Alguns, de tanto fazer isso, ficam com feridas graves nas patas. No caso dos felinos é o dorso que acaba machucado por essa compulsão.

Para prevenir a depressão, todos os veterinários são unânimes em dizer que o melhor remédio é levar o animal para passear. Além dos benefícios físicos da atividade física, as caminhadas estreitam o contato com o dono.

3. Erliquiose (doença do carrapato)

A erliquiose é uma infecção grave transmitida por carrapatos portadores de bactérias do gênero ehrlichia. O carrapato contamina-se ao ingerir o sangue de animais doentes e transmite a bactéria ao parasitar cães saudáveis e gatos, embora seja mais raro.

Entre os problemas que são desencadeados pela erliquiose estão a anemia, hemorragia, insuficiência renal, inflamações oculares e alterações neurológicas e de comportamento. A bactéria promove uma anemia grave podendo levar o animal à morte.

Para prevenir a doença do carrapato é necessário fazer uma aplicação mensal de remédios para ectoparasitas, que evitam a infestação por carrapatos.

Os principais sintomas da erliquiose são febre, tosse, vômito, diarréia, depressão, hematomas, perda de apetite, anemia e dificuldade de respirar. O diagnóstico da doença se dá por meio de exames sorológicos ou de DNA. O tratamento é feito com remédios dosados de acordo com o estágio em que se descobriu a doença.

4. Insuficiência renal

Insuficiência renal é a alteração na capacidade de filtragem dos rins, o que acarreta a retenção de ureia e creatinina no sangue e na eliminação de água, vitaminas e proteínas importantes pela urina.

A causa mais comum da insuficiência renal crônica é o envelhecimento do bicho com certa predisposição familiar. Já a insuficiência renal aguda costuma estar ligada a fatores isquêmicos, infecciosos ou tóxicos.

O agravamento da doença pode provocar infecções do trato urinário, úlceras na boca e no estômago e pressão alta que leva à cegueira.

A prevenção passa pelo monitoramento regular por meio de exames, principalmente para as raças que apresentam maior predisposição a problemas nos rins, tais como: lhasa, doberman, beagle e sharpei.

Os sintomas mais comuns são a perda de apetite, o emagrecimento rápido e o animal passa a beber muita água e fica com a urina bem clarinha. Outros sintomas da doença são vômitos e diarréia, alguns animais podem até desenvolver anemia.

O diagnóstico se dá por meio de exames laboratoriais de sangue e urina, ultrassom e em alguns casos radiografias especiais.

O objetivo do tratamento é restabelecer o equilíbrio orgânico com uma dieta apropriada, ou seja, pouco proteica, suplementos vitamínicos e terapia com fluidos e eletrólitos. Quando parte significativa dos rins foi comprometida, a recuperação do órgão se torna inviável, restando apenas a possibilidade de controlar o quadro. A hemodiálise pode ser indicada em situações muito específicas de insuficiência renal aguda, nos casos em que a terapia convencional com fluidoterapia não surte efeito.

5. Obesidade

A obesidade se caracteriza pelo acúmulo excessivo de gordura decorrente da alteração no balanço energético do animal. As principais causas para o aparecimento da enfermidade são a dieta inadequada e o sedentarismo. Algumas raças de cães e gatos são mais propensas ao problema do que outras.

Os animais com peso excessivo são sérios candidatos a ter níveis elevados de colesterol e triglicérides. Essas substâncias estão por trás de problemas como convulsão, paralisia, danos nos olhos e alterações neurológicas. Bichos excessivamente gordos estão mais propensos a desenvolver diabete e doenças articulares.

Para prevenir a obesidade nos animais de estimação, compre ração de boa qualidade, de acordo com a idade e grau de atividade para o animal, não ofereça comida inadequada, controle os petiscos de petshop, estimule a prática de atividades físicas com passeios ou brincadeiras. Respeite a quantidade de ração diária a ser ingerida marcada na embalagem.

Para identificar um bicho obeso, basta olhar para ele. Além do corpo rechonchudo, ele pode apresentar sede excessiva, falta de fôlego na hora de passeios e sinais de hipertensão arterial. O método de diagnóstico mais utilizado é a inspeção e palpação do animal. Ele deve ter as costelas facilmente tocáveis. Se as costelas do animal não são visíveis, pode indicar que ele esteja acima do seu peso. Mas é o veterinário que dará o veredito final ao comparar o peso do seu animal com o peso estimado para aquela raça.

O tratamento da obesidade passa por um fazer programa de emagrecimento com plano nutricional, exercícios físicos diários, monitoramento metabólico, hormonal e acompanhamento veterinário.

6. Otite

Otitte é a popular inflamação de ouvido. A doença costuma ter origem infecciosa, parasitária, fúngica ou seborreica.

Se não for bem tratada, a otite pode se agravar e provocar uma meningite e ou até infecção generalizada, dois males capazes de matar.

Para prevenir a otite, proteja as orelhas do animal durante o banho, tome cuidado com a limpeza do canal auditivo externo e, no caso de cães, não deixe que passeiem com o tronco para fora do carro, para que o vento não penetre no canal auditivo – sabemos que eles se divertem com isso.

Quando há uma otite, o que fica mais evidente é o coça-coça das orelhas e o balançar frequente da cabeça. Secreção amarelada ou enegrecida e de odor forte também pode indicar que a infecção está instalada e latente.

Para diagnosticar uma otite, o veterinário, durante o exame clínico, faz uma otoscopia e, em alguns casos, pode pedir uma coleta de secreção para análise.

O tratamento é feito com antibiótico no caso das otites bacterianas, antifúngicos para a otite fúngica, antiparasitários para a otite parasitária e ceruminolíticos, quando se trata de uma otite ceruminosa ou seborreica.
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